Olá a todos, trago aqui os making of sobre os ensaios que fiz sobre a Audrey Bourgeois e a Tomoe Tsurugi. Espero que gostem.
PARTE I - AUDREY BOURGEOIS
Essa é uma one-shot minha, dedicada à mãe da Chloé, Audrey Bourgeois, a rainha do estilo.
Tive a ideia de escrever esse one-shot depois de ver o
episódio “Esmagadora”. E, ao mesmo tempo, quis fazer algo diferente do que vejo
por ai. Pois eu vejo muitas fanfics dedicadas à Chloé, mas
nenhuma dedicada aos pais dela. E quando vejo o pessoal discutir sobre
Miraculous: as aventuras de Lady Bug, vejo muito o pessoal discutir muito sobre
os motivos que levaram a Chloé a ser a menina carrancuda e rancorosa que ela é,
que se acha a rainha do pedaço e que o mundo gira em torno dela. E, ao mesmo
tempo, não vejo ninguém falar nada sobre a mãe dela, a dona Audrey Bourgeois, e
o que a levou a ser do jeito que ela é. Ou mesmo o pai dela que é prefeito de
Paris.
É verdade que personagens como a Audrey, o André, ou mesmo o
guarda Roger (pai da Sabrina), a senhora Tsurugi e o senhor Kubdel, são
personagens secundários para baixo que não foram lá muito desenvolvidos, e que
os holofotes do desenho estão focados nos personagens jovens, a começar pelos
dois protagonistas. Mas acho uma pena que o fandom pouco ou nada se lembre dos
personagens adultos do desenho, tirando aqueles que têm mais destaque, como o
Gabriel Agreste (vulgo Hawk Moth) e a Nathalie (vulgo Mayura II). O que é uma
pena, já que poderiam dar histórias tão ou mais legais e interessantes quanto
aquelas dedicadas aos personagens jovens do desenho.
Pelo que episódios como Esmagadora deixam bem claro, a Chloe
sempre buscou a aprovação da mãe que estava nem ai para ela e a via como um
modelo a ser seguido (pelo que o desenho mostra, ela abandonou a filha quando
ela tinha cerca de cinco ou seis anos e foi morar em Nova York).
O ponto aonde eu quero chegar é o seguinte: filho de peixe,
peixinho é. Podem ter certeza que a dona Audrey Bourgeois também tem um
histórico familiar bem problemático, tal qual a Sharon Benson de Sou Luna
(aliás, me inspirei no passado da Sharon – na verdade, o pouco que ela revelou em
alguns episódios – para montar esse passado da Audrey) tem. A Sharon que em
algumas ocasiões afirmou que ela era tratada como pária dentro da própria casa por
seu pai ao mesmo tempo em que a finada irmã dela tinha tudo, com a questão do
Bernie jogando ainda mais lenha na fogueira.
E ai eu fico imaginando: quem dos colegas de classe da Chloé
já imaginou que a mãe dela teve um histórico familiar problemático desses e que
passou isso para a filha? Acho que no máximo o Adrien e olhe lá. Diga-se de
passagem, acho que com a introdução da Zoé (que é muito sem sal para o meu gosto - fora o fato de que ela mal chegou e já ganhou miraculous) estão perdendo uma oportunidade de ouro de
aprofundarem esse passado da família Bourgeois. Até como forma de podermos
entender ainda melhor a Chloé (bom, talvez quem sabe aprofundem mais esse ponto
mais adiante...)
Por fim, gostaria de lhes dizer que em uma próxima fanfic pretendo aprofundar essas histórias do passado não só da família Bourgeois, como também de outras do mundo Miraculous. Nas quais obviamente o foco será nos personagens adultos do desenho, ainda na juventude deles. Onde veremos, por exemplo, o Gabriel Agreste antes do Hawk Moth, a Emilie Agreste antes da Mayura I, o André Bourgeois antes de ser Prefeito de Paris, a Audrey Bourgeois antes da Rainha do Estilo, as famílias Tsurugi, Raincomprix e Kubdel, entre outros que não recebem muita atenção da parte do desenho. E espero que no vindouro episódio Gabriel Agreste mais detalhes sobre o passado não só da família Agreste, como também dos Bourgeois e de outras famílias do desenho, sejam revelados.
PARTE II - TOMOE TSURUGI
E agora a segunda parte.
Sobre o título desse ensaio a respeito da Tomoe, ele é uma referência a um filme do James Bond, From Russia with love, de 1963, o segundo filme no qual o espião britânico foi encarnado pelo Sean Connery. Filme esse que em minha opinião tem um dos meus temas musicais favoritos de toda a saga 007.
Também já vi
nessa plataforma algumas fanfics dedicadas à Kyoko (originalmente Kagami – cujo
nome foi alterado no Brasil por motivos óbvios. Os mesmos motivos que fizeram
com que em Inuyaša a Kagome fosse rebatizada como Agome, em Flashman o Green Flash e o Blue Flash fossem rebatizados como Dan e Go e em Star Wars o Conde
Dooku fosse rebatizado como Conde Dookan, entre tantos outros exemplos), ao passo que da mãe dela (que tal
como a Audrey foi pouco aprofundada no desenho, embora ambas tenham sido
akumatizadas pelo Hawk Moth), tirando a história “Mãe tigre (Kyoiku mama)”,
publicada no Spirit pela i4mariver (antiga Gozy_Girl) e a ProjetoMiraculous.
Como vocês
devem ter visto, tanto no ensaio sobre a Audrey como ensaio sobre a Tomoe Tsurugi há informações que o desenho não confirma e que
foram criadas por mim. Como ela é uma personagem que até agora não recebeu
muitos holofotes do desenho bolei várias coisas sobre o passado dela tal qual
fiz com a Audrey (embora em ambos os ensaios eu não falei sobre o filme
“Solidão” - quanto a isso, prefiro esperar o lançamento do episódio “Gabriel
Agreste”). A começar pelo fato de a família dela ser de origem samurai
(lembrando que a Tomoe sempre anda com uma espada de bambu – em japonês šinai).
Nos primeiros
parágrafos desse ensaio eu trouxe algumas referências a determinados períodos e
fatos da história do Japão, assim como personalidades que neles viveram, como é
o caso do policial Hadžime Saitou/Gorou Fudžita (1844 – 1915), que foi o
comandante da terceira divisão do Šinsengumi. Eu, particularmente, acho esse
período da transição da era Tokugawa e o começo da era Meidži fascinante. Onde
vemos o ocaso do velho Japão dos samurais e daymios (grandes senhores feudais)
e a aurora do Japão moderno que nós conhecemos (período esse que é retratado em
animes e mangás como Samurai X e em filmes como o Último Samurai). Achei que
com essas referências deixaria esse ensaio mais rico, além de ajudarem a
explicar como que a personalidade da mãe da Kyoko se moldou nesse tempo todo e
toda a bagagem familiar que ela carrega.
No final do
segundo parágrafo, há uma menção ao Kenšin Himura (vulgo Battousai o
retalhador), o protagonista de Samurai X (originalmente Rurouni Kenšin), ainda
que sem citá-lo nominalmente. A menção ao Kenšin/Battousai é uma referência ao
fato de que a primeira esposa do espadachim ruivo também se chama Tomoe
(personagem esse que no anime original só aparece em duas cenas do sexto
encerramento, já que a saga na qual aparece no mangá nunca foi animada devido a
uma série de problemas ocorridos na época da produção – incluindo o fato de que
o anime alcançou a história do mangá, o que forçou os produtores do anime a
criarem episódios fillers).
O Saitou que
é citado no terceiro parágrafo é aquele mesmo que aparece no Samurai X, como
também em outros animes como Peace Maker Kurogane e Šura no Toki.
Sobre o nome
do marido da senhora Tsurugi aqui citado, o tirei de um famoso samurai da
história do Japão, Hanzo Hattori (cujo nome é muito citado no filme Kill Bill
2), que viveu no século XVI e que teria salvo a vida de Ieyasu Tokugawa e então
o ajudando a se tornar o governante de um Japão unificado. Dessa forma abrindo
o caminho para Tokugawa estabelecer a dinastia que leva seu nome em 1603.
A parte em
que a Dona Tsurugi diz que “não se ensina coisas novas a um macaco velho” é uma
referência à cena da morte do Doutor Gori em Spectreman. Em que ele, vendo que
ira perder de qualquer jeito para o herói e que os planos de conquista dele
foram todos por água abaixo, resolve se matar. Uma das melhores mortes de
vilões de tokusatsu, diga-se de passagem. E um vilão para lá de memorável, sobre o qual
estou escrevendo uma história que se passa antes dos eventos ocorridos na
série.
Bom, e é isso. Espero que tenham gostado.

Concordo contigo, meu caro Eduardo!
ResponderExcluirA família Bergeous deveria ser muito melhor aproveitada na série assim como a mãe da Kyoko.
É gratificante ver o trabalho que você faz nas histórias que você escreve sobre o universo da Ladybug.
Parabéns!