Enquanto
Chloé, Sabrina, Selina e Marisol estão na sorveteria, a senhora Boulanger
recebe uma ilustre ligação. É ela, a rainha do estlo, Audrey Bourgeois. Audrey
ficou sabendo que Chloé está em Lille e está passando o presente fim de semana
na cidade natal de Charles de Gaulle junto com as primas e os tios que a rainha
não vai nem um pouco com a cara.
Como já foi
dito antes, Audrey como mãe é um zero à esquerda, mas ao mesmo tempo é uma leoa
quando o assunto é manter as filhas longe dos parentes que ela, por conta de
mágoas de juventude, detesta.
Liliane: “O
que você quer dessa vez, Audrey?”.
Audrey:
“Liliane, você sabe muito bem o motivo. O André me contou tudo. A Chloé está
contigo e não vou tolerar que ela fique mais um único segundo ai na tua casinha
modorrenta e cafona!”.
Liliane:
“Você não toma jeito nunca, né minha irmã? Você é um zero à esquerda como mãe e
só se lembra dela para mantê-la afastada de nós. Quando é assim, até se lembra
do nome dela. Sabe Audrey, sinceramente, eu não te entendo. Não entendo como
você pode ser uma mãe tão... tão inútil. Você, que nunca recebeu a tua filha ai
em Nova York!”.
Audrey: “E eu
não entendo como que você é tão enxerida, a ponto de ficar se aproximando da
Chloé. Não tem vergonha na cara, Liliane, em ficar se metendo aonde não é
chamada?”.
Liliane: “Não
sei se você sabe, mas a minha sobrinha fez uma aposta com as minhas filhas
enquanto ainda estava em Cannes. Ai ela perdeu a aposta, uma aposta que
envolvia você, e então teve que vir aqui em Lille, passar o fim de semana
conosco. Ou seja, ela veio ficar aqui conosco uns dias para cumprir a palavra
dela às minhas filhas”.
Audrey: “Não
tem coisa melhor para me dizer, minha irmã? Esperava mais de você, sabia?”.
E então
Liliane provoca a irmã, colocando o dedo na ferida.
Liliane: “Claro
que tenho. Sabe quem fez a Chloé perder a aposta? Você, minha irmã, que mal
chegou a Cannes e já voltou a Nova York. Você é quem fez a Chloé perder a
aposta que ela fez com as minhas filhas, não eu, o meu marido ou as minhas
filhas. Você e ninguém mais”.
Audrey começa
a sofismar para o lado da irmã.
Audrey: “Eu
fiz a minha filha perder a aposta? Mas que patético, a culpa é daquele
esquisitão de roupa vermelha que apareceu na mansão, o tal do Chapolin
Colorado, que me encheu de marretadas, não minha”.
Liliane: “Que
eu saiba quem mal veio a Cannes e já voltou a Nova York não foi o Chapolin
Colorado, e sim você, Audrey. Sinceramente, não sei onde que você está com a
cabeça em querer colocar a culpa no Chapolin Colorado. Eu é que esperava mais
de você, irmã”.
As duas
conversam mais um pouco, com Audrey sofismando a respeito do fato de ter ido
embora de Cannes e reiteradamente colocando a culpa no Chapolin.
Liliane: “Não
tem coisa melhor para me dizer, Audrey?”.
Audrey: “Está
demitida!”.
E assim mais
uma tensa conversa entre irmãs se encerra. Terminada a conversa, Liliane vai ao
caixa da padaria, e Bernard lhe pergunta o que se passa com ela. “É a Audrey,
querido. Como sempre, ela me tira do sério com aquelas provocações dela, e
dessa vez por causa da Chloé”, responde a tia de Chloé. “Há algo que vai fazer
você melhorar de ânimo, querida”, diz Bernard. E ele apresenta três ilustres
visitantes à esposa. Lá está o casal Dupain Čeng, dessa vez acompanhado da
filha deles, Marinette.
O senhor Tom Dupain
tem um irmão em Lille, François, e veio visita-lo. Marinette de início nem
queria ir, mas ao saber que o Adrien ia estar lá em campanha da firma do pai
dele, mudou de ideia (o que um coração apaixonado não faz...).
Pois bem, Tom
e Sabine aproveitaram a estadia deles em Lille para fazerem uma visita a velhos
amigos e comer umas delícias na padaria deles. Tom e Bernard se conheceram há
muito tempo em Paris (isso quando Bernard estudou um tempo na capital), assim
como Sabine e Liliane.
Conversa vai,
e conversa vem. Enquanto Chloé e as primas estavam na sorveteria, Marinette
passou um tempo na casa delas. Certa vez, Sabine perguntou à Liliane sobre as
crianças, que ela e Tom conheceram quando ainda eram muito pequenas. Liliane
respondeu que elas receberam a visita de uma prima e foram à sorveteria. “Acho
que elas não demoram”, diz a irmã de Audrey. Mas, poucos minutos antes delas
chegarem, os Dupain Čeng foram embora do local.
Sem que
Marinette (que encontrou Adrien no centro da cidade, no meio da campanha de
caridade da qual o loiro participou, e com ele conversou rapidamente) soubesse
e nem ao menos fizesse ideia, ela passou um tempo na casa de familiares de uma
colega de classe que ela não se dá nem um pouco bem. E detalhe: bem no mesmo
dia em que a colega em questão lá se encontra.
No dia
seguinte, Chloé e Sabrina vão embora de Lille. Mas não sem antes de a loira
oxigenada (assim como a ruiva) receber uma surpresa: uma caixa de macarrons
preparada especialmente pelos tios.
Marisol:
“Chloé, antes de você e a Sabrina irem embora, gostaríamos de presenteá-las com
isso daqui. É uma cortesia dos meus pais a vocês. Tenho certeza que vocês vão adorar.
É especialidade da casa, e uma para cada uma”.
Sabrina: “Uma
caixa de macarrons, mas que delícia!”.
Chloé: “Por
que está me dando isso, Marisol?”.
Marisol:
“Chloé, depois do sorvete que você pagou para nós e de ter passado esses dias
aqui, achamos que isso é o mínimo que podemos fazer por você”.
Diante de tal
ato de cortesia, Chloé não tem outra saída a não ser aceita-lo.
Chloé:
“Sério? Muito obrigado pela cortesia, sério”.
Liliane:
“Esses dias que você passou conosco foram dias muito agradáveis, Chloé. Bem que
você poderia vir mais vezes aqui. Você é sempre bem vinda por aqui, sabia?”.
Bernard: “E
assim você vai poder se deliciar mais uma vez com os macarrons e outras
especialidades da casa que nós fazemos”.
Chloé promete
aos tios que um dia voltará a Lille visita-los.
Horas depois
de Chloé ir embora de Lille e voltar a Paris, eis que Marisol e Selina recebem
uma ligação telefônica um tanto inusitada. É da prima delas que mora do outro
lado do Oceano Atlântico. Como veremos abaixo, Chloé e Zoé podem ser muito
diferentes em matéria de personalidade, a parisiense é esnobe e a nova-iorquina
não, mas ainda assim as duas têm seus pontos em comum. Zoé igualmente não vai
com a cara das primas que moram em Lille e também periodicamente liga para elas
só para esnobá-las e contar vantagem para cima delas.
Marisol: “Oi
Zoé, que bom que você ligou para nós! E então, quais são as novidades ai em
Nova York?”.
Zoé: “Pode
tirar o cavalinho da chuva Marisol, pois eu liguei para você só para avisar que
estou com a minha mãe em uma festa chique da revista que ela trabalha. Só tem
gente importante aqui! E vocês estão ai, ajudando os teus pais a assarem pão e
doces. Pobres coitadas”.
As gêmeas
sabem que a melhor defesa é o ataque, e isso os pais delas lhes ensinaram muito
bem.
Marisol: ”Antes
nós aqui assando pão e doces que você e a tua mãe nesse teu mundinho de
falsidade, Zoé. Na verdade, você é uma falsa, Zoé. Sinceramente, acho que você e
a tua mãe estão em seu habitat natural nessa festa de gente esnobe”.
As duas ficam
discutindo por mais alguns minutos, até que Zoé toma uma fumada e resolve
desligar o telefone na cara da prima.
Selina: “Quem
era, Marisol?”.
Marisol: “A
Zoé, ela ligou aqui só para contar vantagem para cima de nós por estar em uma
festa chique lá em Nova York junto com a mãe”.
Selina: “A
Zoé... para mim ela é pior que a Chloé, sabe?”.
Marisol: “E
por que acha isso, irmã?”.
Selina: “O
rosto da Zoé, ela tem uma carinha de anjo inocente que engana bem os outros
quando se olha para ela. Ela parece um anjinho por fora, mas é um demônio
terrível por dentro. Enquanto que a Chloé já deixa claro para o que vem. Por
isso que prefiro a Chloé a ela”.
Marisol: “Entendi
o que diz dizer Selina e confesso que também prefiro a Chloé a Zoé. As
aparências enganam, como diz o ditado. Mas o que podemos esperar, ela é filha
da nossa tia Audrey, não é nenhuma surpresa ela também agir dessa forma”.
Selina: “E
não entendo a nossa tia, como ela não só pode ser tão rancorosa para conosco,
como também passar esse sentimento às filhas?”.
Marisol:
“Também não entendo a tia Audrey, Selina. É um grande mistério que talvez nós
nunca saberemos”.
Brigas...
ResponderExcluirRessentimentos mútuos...
E uma Zoe até então desconhecida...
Desse jeito, a Chloé não é a única vilã.
Você mexeu num vespeiro...
Não tem como a Zoé não ter nada em comum com a Chloé em matéria de personalidade. E isso é o que me deixa com um pé atrás quanto a ela.
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