Esse ensaio
nasceu da seguinte forma. Poucos dias antes de começa-lo pensei na família da
Chloé e de como ela é desestruturada e do fato de seus pais não darem lá muita
atenção a ela, e então me lembrei de um episódio duplo do Chapolin Colorado, o
“menino que jogava seus brinquedos”. É um episódio da temporada 1977 do famoso
seriado mexicano, no qual toca a musica “Astronautas”, a minha música favorita
de Chapolin.
No elenco,
temos nesse episódio um casal interpretado por Carlos Villagrán Eslava (o
Quico) e Florinda Meza (a Dona Florinda e a Pópis), um menino interpretado pela
Maria Antonieta de las Nieves (a Chiquinha e a Dona Neves) e um ladrão
interpretado pelo Ramón Valdez (o Seu Madruga), e mais o detetive Sherlock
(interpretado por Ruben Aguirre). E mais Roberto Gomez Bolaños (vulgo
Chespirito), o eterno Chaves, no papel do nosso querido e ilustre herói Chapolin
Colorado.
E então eu
tive a ideia de fazer uma adaptação dele, se passando nos dias de hoje e no
universo Miraculous: as aventuras de Lady Bug. E com a Chloé como protagonista.
E o Chapolin mais uma vez exercendo seu papel de herói.
1 –
Alongamento: de início, quando comecei a escrevê-la, pensei em fazer apenas uns
seis capítulos, mais ou menos nos moldes das histórias de poucos capítulos que
vinha escrevendo até então. Mas a história acabou se alargando bastante (tanto
por conta da parte preliminar quanto por conta dos capítulos que se passam
depois da volta a Paris), chegando a 20 capítulos (tirando os extras).
2 – Lapso temporal:
primeiro de tudo, algumas palavras sobre o lapso temporal dessa história.
Escolhi a transição da primeira para a segunda temporada como forma de
aproveitar mais o lado “mean girl” da Chloé, e também que achei que para o
desenvolvimento dela seria melhor por ser antes dela virar Queen Bee.
3 – Cenário
na Riviera Francesa: como a Chloé mora em um apartamento bem luxuoso no meio de
Paris, concebi a mansão em Cannes, até como forma de a trama funcionar melhor e
ficar mais próxima do episódio em questão do Chapolin. Tudo haver com a nossa
loira oxigenada, né? E também que por conta desse detalhe resolvi criar uma
parte preliminar antes da chegada a Cannes, por assim dizer. E nessa parte
preliminar explorar um pouco mais do passado e dos “casos de família” da
família da Chloé.
4 – Nomes dos
nomes dos familiares de Lille da Chloé: Quem leu o ensaio que eu fiz da Audrey
Bourgeois deve ter visto que criei um histórico familiar problemático para ela
que o desenho ainda não mostrou (se é que vai mostrar um dia), até como uma
forma de preencher a lacuna que o desenho deixou nesse ponto.
Como para
conceber o histórico familiar problemático da dona Audrey me baseei no passado
da Sharon Benson (detalhe: o passado da Sharon de antes dela conhecer o Bernie,
no convívio com o pai e a irmã ainda na juventude), então resolvi batizar os
parentes da Chloé de Lille com nomes de significados similares aos nomes dos
membros da família Benson de Sou Luna.
Liliane é um
nome que vem de lírio, tal qual Lili. Bernard é um nome relacionado a urso (tal
qual Bernie), que é a variante francesa de Bernardo e significa forte como um
urso. Selina é um nome relacionado à lua que vem da palavra grega Selene, que
significa lua. Marisol é um nome relacionado ao sol muito usado em países de
língua portuguesa e espanhola, que entre seus significados estão “mar e sol” e
“senhora soberana do sol”.
E sobre o
fato de a Chloé chamar a Selina de Selesma, é que Selesma é uma palavra que
pode ser tanto a junção de Selina com lesma (aqueles que não vão com a cara da
Selena Gomez usam muito tal junção de palavras para se referir a ela, de uma
forma bem carinhosa por assim dizer), assim como a palavra em idiomas como o
malaio e o indonésio para para gripe, resfriado.
E escolhi a
cidade de Lille como a cidade de residência deles pelo fato por causa da
semelhança de sonoridade e escrita com o nome da tia da Chloé. Embora de significados
diferentes: Lille significa “A ilha” em uma forma mais antiga do francês.
5 – What if?:
Sobre os familiares da Chloé que moram em Lille, digamos que nisso eu meio que
fiz um exercício de imaginação, um e se?, caso em Sou Luna a Lili e a Sharon
tivessem seguido caminhos distintos um do outro, se casado com homens
diferentes e com eles constituído família. E sem também a ocorrência do incêndio
na mansão.
6 –
Referência à Popis: na conversa entre a Chloé e a Selina no capítulo 2 há uma
parte em que a loira oxigenada diz “vou contar tudo para a minha mãe!”. É uma
referência à Pópis, personagem secundária do Chaves e prima do Quico que
aparece mais nos episódios da escolinha do Professor Girafales. Ela tinha como
bordão “conta tudo para a tua mãe” sempre que ocorria alguma discussão entre as
crianças.
Eu curto bastante os making-offs , cuja as referências nos direcionam para que possamos melhor entender a narrativa.
ResponderExcluirBrilhante trabalho foi feito com Chloé.
Você a humanizou.
Vista desse ângulo retratado por você, sentimos até pena dela.
Curti bastante!