sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Saint Moon Crisis Metalder: capítulo 11 - A febre do monstro

 


Dias depois, mais algumas coisas se passavam.  O Forte Crisis, a fortaleza móvel do General Jark e sua legião maléfica, orbitava ao redor da Terra, pronta para mais um plano maligno.  

Nisso, a boca da nave se abre, e cospe várias bolas de luz em direção ao planeta.  O que será isso?  

As luzes amarelas voam em direção ao solo, umas caem em terra firme, outras dentro d’água.  Qual será a intenção de Jark e seus subordinados?   

 

Nesse momento, era noite em Atenas.  Darien estava a apreciar o luar e as constelações ao lado dos irmãos Echemedes e Carina, filhos do casal Lykaios, a família que o acolhera como a um filho.  Carina, por sua vez, estava fascinada com todas as estrelas no firmamento. 

CARINA:  Nossa, como são lindas essas estrelas – diz. 

DARIEN:  Sim...  sem dúvida nenhuma – sorri. 

CARINA:  Tio Darien...  o que será que há no céu, além das estrelas? 

DARIEN:  Bem...  há todo um universo vivo, composto por estrelas, cometas, nebulosas, planetas...  afinal, o universo é infinito. 

ECHEMEDES:  Será que há, então, vida em outros planetas? - indaga. 

DARIEN:  Não duvido nada, afinal, Deus não fez o universo a toa, para ser um grande vazio.  Se a Terra é habitada, por que outros planetas não? 

ECHEMEDES:  Muito interessante!  Quando eu for adulto que nem você, quero ser astronauta e sair em busca desse planeta. 

CARINA:  Também quero ser astronauta igual o mano. 

DARIEN:  Bom...  é interessante – sorri. 

ECHEMEDES:  E qual seria a prova principal para isso? 

DARIEN:  Uma delas é ter coragem, quando se trata de ir em busca daquilo que é desconhecido pela humanidade. 

 

Enquanto isso, no Parthenon, Saori observava o céu estrelado de seu templo, no entanto, queria que Darien ali estivesse. 

SAORI:  Darien...  que bom seria ter você aqui do meu lado, para contemplar esse céu estrelado tão lindo.  Tudo aqui é tão monótono sem você... 

SHION:  Atena...  Senhorita Saori...  pensando no Príncipe Endymion? - indaga, ao chegar. 

SAORI:  Sim, Shion.  Sei que ele tem compromissos fora do Parthenon, já que é piloto de táxi aéreo, e ainda tem os Lykaios... 

SHION:  Sim, a família que lhe deu acolhida...  foi muito nobre da parte deles aceitar o Príncipe Endymion como um familiar, mas ele não pode envolve-los nessa batalha contra os Crisis, seria terrível demais. 

SAORI:  Confio em Darien, ele sabe o que faz. 

 

No dia seguinte, algumas coisas se passavam no comércio de Rodorio.  Darien estava numa loja de conveniências, comprando uns almanaques para Echemedes e Carina, e também um presente para sua amada, Saori.  Enquanto andava pela rua, eis que vê um grupo de garotos valentões a abordar Echemedes e Atlas, querendo tomar dinheiro deles. 

VALENTÃO 1:  Muito bem, nos dê tudo que você tem, seu idiota! - ameaça. 

ATLAS:  Mas eu só tenho dois euros... 

VALENTÃO 2:  Então dê assim mesmo, ou nós vamos lhe deixar sem um mísero dente na sua boca, e você não terá como pagar uma dentadura, imbecil.  Vamos, faça o que queremos, ou vai se arrepender! 

VALENTÃO 1:  E você, cretino, dê seu dinheiro também, se não quer morrer!  

ECHEMEDES:  Também só tenho dois euros. 

VALENTÃO 2:  Vocês vão nos dar assim mesmo, ou vamos ter que matar vocês aqui mesmo.  Escolham; ou o dinheiro ou a vida! 

 

Os bandidos sacam dois canivetes, prontos para derramar sangue.  E agora? 

 

DARIEN:  Que asquerosos! - diz. 

VALENTÃO 1:  Agora vocês vão morrer, seus patifes! - e empunha o canivete. 

DARIEN:  PAREM VOCÊS!! - grita. 

VALENTÃO 1:  E você, quem é, panaca? - zomba. 

DARIEN:  Ou vão embora numa boa, ou sairão daqui bem machucados - ameaça. 

VALENTÃO 2:  Não é porque você é adulto que nós temos medo.  Somos a gangue mais temida de Rodorio, seu palhaço. 

DARIEN:  Vocês são apenas valentões, isso sim. 

VALENTÃO 1:  CHEGA!!  MORRA!! 

 

Os bandidos partem pra cima dele, mas Darien, mesmo sozinho e desarmado, os surra ali mesmo.  Echemedes e Atlas se surpreendem. 

 

ECHEMEDES:  Nossa...  tio Darien é muito forte mesmo – sorri. 

ATLAS:  Demais... 

VALENTÃO 1:  AAAAAAAAA  que força...  vamos fugir... 

 

E os valentões, acovardados, fogem correndo. 

 

DARIEN:  Esses não incomodam mais, depois desta surra... - bate as mãos pra limpar a poeira. 

ECHEMEDES:  Obrigado por estar por perto, tio Darien, você botou esses vagabundos pra correr. 

DARIEN:  Echemedes, isso só foi possível porque eu estava por perto, mas nem sempre eu posso estar.  Você e o Atlas precisam aprender a se defender contra as adversidades da vida, sem precisar contar com ajuda alheia. 

ATLAS:  Tem razão, Darien.  Sim, temos que aprender a nos defender por nossos próprios meios. 

 

Minutos depois, Darien estava de volta ao Parthenon, em companhia de sua amada Saori. 

 

SAORI:  Como...  Echemedes e Atlas...  atacados por valentões? - se espanta. 

DARIEN:  Sim!  Bandidos que praticam roubos armados de canivetes.  Ainda bem que lhes dei uma lição, mas também deixei bem claro aos dois que eles precisam aprender a se defender por seus meios, já que nem sempre estarei por perto.  Echemedes e Atlas precisam aprender a se defender de todas as adversidades da vida sozinhos. 

SAORI:  Entendo...  que bom que você tem como repelir delinquentes como esses. 

 

Enquanto isso, Echemedes estava parado próximo de um lago, ainda pensando nas palavras de Darien. 

 

“Nem sempre estarei por perto para te ajudar.  Você precisa aprender a se defender sozinho.” 

 

ECHEMEDES:  Tio Darien tem razão...  preciso parar de temer tudo e aprender a ter coragem para enfrentar o mundo, ainda que isso me cause toda uma sorte de ferimentos, quiçá graves. 

 

De repente, o garoto escuta um som muito estranho vir do outro lado, o que lhe chama a atenção. 

 

ECHEMEDES:  Que som esquisito é esse? - indaga. 

Seguindo a direção do som, eis que se depara com um objeto estranho, como se fosse um ovo de ema, tão grande que é.  Nisso, o ovo se choca, mas não é uma ema que sai de dentro dele...  oh, não!  Era mais um dos monstros de Crisis! 

 

ECHEMDES:  AAAAAAAAAAA  um monstro! - se espanta. 

MONSTRO:  HAHAHAHAHAHA  Vamos brincar? - indaga. 

 

Um monstro...  brincar com um menino?! 

ECHEMEDES:  Brincar?  Afinal, como você se chama? 

MONSTRO:  Meu nome é Kurukuruten! 

ECHEMEDES:  Kurukuruten?! 

KURUKURUTEN:  Vamos jogar futebol? - e sopra uma bola amarela. 

A bola amarela se transforma numa bola de futebol.  Echemedes fica surpreso com tudo aquilo.  No entanto, ainda estava amedrontado pelo fato de estar diante de um monstro de Crisis, se levanta e tenta fugir, mas o monstro chuta a bola, que atinge e quebra o galho de uma árvore próxima, para espanto do filho dos Lykaios.   

 

KURUKURUTEN:  Vamos começar? - indaga, pegando a bola. 

ECHEMEDES (pensando):  Se eu tentar fugir, ele vai me atacar.  Melhor ter coragem e jogar o jogo dele... 

 

E decide ficar para jogar com o monstro crisiano. 

Enquanto isso, outras coisas se passavam do outro lado de Rodorio.  Algumas pessoas andavam pelas ruas, perto de um grande chafariz.  

Nisso, algo estranho acontece; uma espuma branca muito estranha jorra nelas, infringindo-lhes graves queimaduras.  No alto do grande chafariz, havia um outro grande monstro, muito parecido com Kurukuruten.  Essa não...  será que ele pode se multiplicar?  Se for, isso pode ser ainda mais perigoso para Endymion e toda a Irmandade do Zodíaco Planetário. 

 

No Forte Crisis, algumas coisas se passavam.  Gadorian, um dos conselheiros de Jark, demonstrava muito nervosismo e apreensão. 

GADORIAN:  Oh, não, era isso que eu temia... - diz, andando pra lá e pra cá. 

JARK:  Gadorian...  o que saiu de errado? - indaga. 

GADORIAN:  A temperatura ideal de incubação do Kurukuruten é de 40 a 50ºC.  E a temperatura média da Grécia é baixa demais – diz, nervoso. 

GATEZON:  Só dois ovos vingaram, dos mais de um milhão lançados. 

GADORIAN:  Dois não!  São três no total.  O terceiro está ali, na rede de água - aponta o radar do terceiro Kurukuruten na tela – onde será que ele vai chocar? 

BOSGAN:  Gadorian...  o General Jark o incumbiu de obter mão-de-obra suficiente para nossa base de invasão.  E apenas três monstros poderão fazê-lo. 

GADORIAN:  Espere até conhecer o resto do plano – e se aproxima de Jark – General Jark...  o Kurukuruten incubará seus ovos dentro dos homens, e então, teremos tantos monstros quanto o número de homens na Terra. 

MARIE:  Mas a temperatura média do corpo humano é de 36ºC - adverte.   

GADORIAN:  Todos os homens que estiverem com o Kurukuruten incubado ficarão com febre de 50ºC.  Depois de três dias, o ovo de Kurukuruten eclodirá devorando totalmente seu receptáculo.  HEHEHEHEHEHEHEHE 

BOSGAN:  Perfeito!  Então os humanos sofrerão de febre por três dias, e morrerão nas mãos dos monstros recém-nascidos – conclui. 

JARK:  Gadorian...  não quero que ninguém nos atrapalhe.  Pensou em alguma estratégia para colocar Endymion fora de ação? - cobra. 

GADORIAN:  Está tudo preparado, meu nobre senhor – o reverencia. 

De repente, o alarme toca.  Era o sinal do terceiro ovo de Kurukuruten, que seguiu um outro caminho. 

 

MARIE:  Parece que o terceiro ovo Kurukuruten está pra chocar – sorri. 

 

Que plano terrível e maléfico esse!  Parece que Gadorian está pensando ainda maior que Gatezon e Bosgan, que agiram antes, mas falharam.   

 

Nesse momento, algumas coisas aconteciam num restaurante.  E Saori Kido lá estava...  parece que conseguiu, mais uma vez, deixar o Parthenon, apesar das recomendações do Patriarca Shion de manter-se o máximo reclusa, como forma de proteção contra as investidas de Crisis, haja vista que ela é o alvo principal do General Jark, que a quer desposar de qualquer maneira, viva ou morta.  O chef botava água na panela, pronto para cozinhar uns ovos. 

CHEF:  Bem, vamos começar cozinhando uns ovos – diz. 

 

No entanto, ele sente algo estranho no fundo da panela, como o ovo dentro dela tremulava. 

 

CHEF:  O que está havendo? - indaga, mas decide continuar – bem, vamos continuar assim mesmo... 

 

Do outro lado, Saori estava sentada em sua mesa.  Nisso, eis que Darien chega. 

SAORI:  Darien...  estou aqui! - levanta o braço, e ele vai até sua amada. 



DARIEN:  Saori...   

 

O jovem príncipe guerreiro se senta à mesa em companhia de sua amada. 

 

DARIEN:  Desculpe a demora, meu amor, estava ajudando o Sr. Nikol na sua companhia de táxi aéreo. 

SAORI:  Tudo bem, querido.  Mas tenho algo muito sério a lhe contar. 

DARIEN:  Algo muito sério...  e o que é? 

SAORI:  Estão falando que um monstro muito esquisito apareceu no enorme chafariz da praça principal, e atacou várias pessoas que por ali passavam. 

DARIEN:  Outro monstro de Crisis...  General Jark não dorme em serviço mesmo – resmunga. 

SAORI:  E não é só isso!  Todas as pessoas atacadas pelo monstro crisiano ficaram febris e tiveram que ser internadas. 

 

Pelo visto, teve início o plano medonho de Gadorian. 

 

DARIEN:  Febre do monstro...  dessa vez, General Jark e seus cupinchas estão mais ardilosos que antes. 

SAORI:  Darien...  sei que tudo você fará, como Endymion, para que o pior não aconteça, mas eu também não quero que nada de ruim lhe aconteça.  Seria ruim demais perder-te, meu amor – segura sua mão, preocupada com ele. 

DARIEN:  Eu compreendo, meu amor, mas precisamos vencer esses invasores dos confins do universo, e impedir que a Terra seja deles.  Eles querem habitar a Terra com bilhões deles, e não há espaço suficiente no planeta para tantos crisianos.   

Nisso, eis que a panela onde um ovo estava a cozinhar começa a fervulhar demais. 

 

CHEF:  O que está acontecendo...  será que cozinhou demais? 

Em seguida, uma explosão, que assusta todos ali presentes.  Passada a explosão, eis que surge um monstro Kurukuruten.   

DARIEN:  O monstro crisiano... - diz. 

Kurukuruten cospe uma espuma viscosa branca, que atinge várias pessoas.  Todos que por ele são atingidos começam a queimar em febre.   

 

DARIEN:  Rápido, todos saiam daqui imediatamente! - ordena. 

 

Todos os demais fogem às pressas. 

 

DARIEN:  Maldito monstro crisiano...  vai me pagar por isso! 

 

Darien, mesmo sem transformação, o ataca, mas Kurukuruten quebra uma janela e foge num pulo.  Em seguida, se transforma numa enorme bola de luz verde, e sai voando a toda velocidade. 

 

DARIEN:  Desgraçado...  fugiu! - reclamava. 

SAORI:  Amor...  todas essas pessoas estão queimando de febre! 

DARIEN:  Essa não...  precisamos levá-las ao hospital. 

 

Eis que chegam equipes de resgate, com os socorristas vestindo roupas especiais antirradiação, e botam os enfermos nas ambulâncias.  Darien, cujo helicóptero da companhia de táxi aéreo na qual trabalha, estava por perto, dá auxílio no resgate, levando outros ao hospital mais próximo de Rodorio.   

 

No Parthenon, o Patriarca Shion é informado a respeito do que se passou em Rodorio, do ataque feito por Kurukuruten.  Argos, o capitão da guarda, ali estava para avisá-lo. 

 

SHION:  O que...  um monstro atacou em Rodorio? - indaga. 

ARGOS:  Sim, Patriarca.  Ele começou atacando na praça principal, e fazendo várias vítimas, que foram internadas com muita febre.  Depois, atacou num restaurante, fazendo mais vítimas.  Atena e o Príncipe Endymion já as socorreram, e ajudaram os paramédicos a levar todos aos hospitais mais próximos, mas não sabemos se vão sobreviver, pois estão com febre de até 50ºC. 

SHION:  Isso é terrível!  A temperatura média do corpo humano é de até 36ºC.  Uma febre como essa pode ser letal.   

 

Vendo que Atena e Endymion terão que precisar com o auxílio de mais alguém da Ordem de Ouro, decide chamar um de seus Cavaleiros de Ouro. 

SHION:  Vou ter que convocar outro Cavaleiro de Ouro para ajudar Atena e o Príncipe Endymion nessa empreitada.  Aiolos...  Seika...  venham! - chama. 

 

Eis que o jovem casal de heróis ali chega. 

AIOLOS:  Aqui estamos, Patriarca – diz. 

SHION:  Aiolos, preciso que você e Seika acompanhem Atena e Endymion.  Temo que esse novo plano de Crisis possa ser ainda mais letal que todos os anteriores. 

SEIKA:  Sim, Patriarca Shion, iremos o mais rápido possível. 


Será que eles conseguirão impedir o ataque de Kurukuruten? 

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